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20 · fevereiro · 2026 Para Profissionais 6 min de leitura

Reforma Tributária no Brasil: o que muda a partir de 2026 e como isso afeta o seu bolso

Entenda, de forma simples e direta, a maior mudança no sistema de impostos das últimas décadas.

Reforma Tributária no Brasil: o que muda a partir de 2026 e como isso afeta o seu bolso

Mudanças graduais que afetam preços, empresas e consumidores.

Introdução

A Reforma Tributária é um daqueles assuntos que muita gente escuta falar, mas poucos realmente entendem. Não é por falta de interesse, e sim porque o sistema de impostos no Brasil historicamente foi complexo, cheio de siglas, exceções e regras difíceis de acompanhar.

A partir de 2026, o país começa a colocar em prática uma mudança profunda na forma como os impostos sobre consumo são cobrados. Não é uma virada de chave imediata, mas um processo gradual que vai se estender até 2033.

Neste artigo, a ideia é explicar tudo isso de maneira simples, sem termos técnicos complicados, para que qualquer pessoa consiga entender o que é a Reforma Tributária, por que ela foi criada, o que muda na prática, quais setores podem ser mais afetados e como isso pode impactar preços, empresas e consumidores ao longo dos próximos anos.

O que é, afinal, a Reforma Tributária?

De forma resumida, a Reforma Tributária é uma reorganização dos impostos que incidem sobre o consumo de produtos e serviços no Brasil.

Hoje, quando você compra algo ou contrata um serviço, paga vários impostos diferentes embutidos no preço. Os principais são ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS. Cada um tem regras próprias, alíquotas diferentes e formas de cobrança que variam conforme o estado ou o município.

O resultado disso é um sistema:

A reforma tenta resolver esse problema substituindo vários impostos por poucos tributos mais simples e padronizados.

Quais impostos deixam de existir e quais entram no lugar?

Com a reforma, cinco impostos atuais serão substituídos basicamente por dois novos tributos principais.

CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços

Vai substituir:

É um imposto federal e segue um modelo parecido com o IVA, usado em outros países.

IBS – Imposto sobre Bens e Serviços

Vai substituir:

Apesar de ser dividido entre estados e municípios, terá regras únicas para todo o país.

Na prática, CBS e IBS formam um imposto sobre valor agregado, em que cada empresa paga apenas sobre o valor que realmente adiciona ao produto ou serviço.

Qual é a intenção do governo com essa mudança?

Segundo o governo, a Reforma Tributária tem alguns objetivos principais:

O discurso oficial afirma que a reforma não foi criada para aumentar a carga tributária total, mas para redistribuí-la de forma mais equilibrada.

Mesmo assim, esse é um dos pontos mais debatidos, porque redistribuir significa que alguns setores vão pagar mais e outros menos.

Como a Reforma Tributária será aplicada ao longo dos anos?

Um ponto importante é entender que nada muda de uma vez. A transição será longa e gradual.

2026 – Ano de início e testes

2027

2028 a 2032

2033

O que é o Imposto Seletivo?

Além da CBS e do IBS, a reforma cria o chamado Imposto Seletivo.

Ele será aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como:

A ideia é desestimular o consumo desses produtos, mas, na prática, também representa uma fonte extra de arrecadação para o governo.

Quais setores podem ser mais afetados?

Aqui está um dos pontos mais importantes da reforma.

Setores que podem pagar mais impostos

Hoje, muitos desses setores pagam menos imposto, principalmente por causa do ISS. Com o novo modelo, a carga tende a se aproximar da média geral.

Setores que podem pagar menos

Isso acontece porque o novo sistema permite o aproveitamento total dos créditos de imposto pagos nas etapas anteriores.

A arrecadação do governo vai aumentar?

Estudos e projeções indicam que a arrecadação pode crescer com o passar dos anos.

As estimativas mais comuns apontam um aumento entre 5% e 10% nos próximos anos, principalmente por:

Um ponto de atenção é a alíquota final. Hoje, fala-se em uma alíquota total de CBS + IBS entre 25% e 27%, o que colocaria o Brasil entre os países com IVA mais alto do mundo.

Os preços para o consumidor vão subir?

Depende do tipo de produto ou serviço.

Estimativas indicam que certos serviços podem ter aumento de 5% a 15% até o fim da transição, enquanto produtos industrializados tendem a ter impacto menor.

O ponto principal é que esses ajustes serão graduais, diluídos ao longo de vários anos.

Conclusão: o que o consumidor precisa saber

A Reforma Tributária não é simples, mas o impacto principal pode ser resumido assim:

Entender essas transformações desde já ajuda pessoas e empresas a se prepararem melhor para os próximos anos.

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